
A palavra "meditação" vem do Latim meditatio, o verbo meditari tinha um significado amplo e prático.
A raiz mais antiga de "meditari" é a indo-europeia *med- *, que carrega a ideia central de "medir": Refletir, considerar, ponderar.
Com o tempo, especialmente com a influência das práticas espirituais e filosóficas, nomeadamente as orientais, o termo "meditação" adquiriu a conotação mais específica que conhecemos hoje: prática de atenção consciente e presença interior, através da qual se observam os pensamentos, as emoções e as sensações sem se identificar com elas.
Foco e concentração: Aprender a direcionar e manter a atenção em um único objetivo.
Clareza mental: Observar os próprios pensamentos sem se deixar levar por eles.
Calma e relaxamento: Acalmar o sistema nervoso e reduzir o stress.
Autoconhecimento: Desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmo, suas emoções e padrões de pensamento.
Compaixão e equanimidade: Cultivar sentimentos positivos em relação a si e aos outros, e aprender a lidar com as oscilações da vida com mais equilíbrio.
Esta é a visão mais comum no mundo moderno, focada nos benefícios práticos e mensuráveis para a saúde mental, emocional e física.
Meditação como "Treinamento Cerebral": A ciência vê a meditação como um conjunto de exercícios mentais que alteram as ondas cerebrais (características de estados de repouso) e a estrutura do cérebro (neuroplasticidade). O conceito aqui é de ferramenta de aprimoramento cognitivo mental e emocional.
Meditação como Regulação da Atenção (mindfulness ): Prestar atenção intencionalmente, no momento presente e sem julgamento". O conceito central é o controle do foco atencional.
Meditação como Técnica de Relaxamento: Neste contexto, é vista como uma poderosa
ferramenta para ativar o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo repouso e
digestão, combatendo assim o stress e a ansiedade.
Aqui a meditação não é apenas uma técnica, mas parte de um caminho filosófico e espiritual mais amplo.
Budismo (O Despertar da Mente): No Budismo, a meditação (ou Bhavana, que significa "cultivo" ou "desenvolvimento mental") tem como objetivo principal a libertação do sofrimento (Dukkha) e o alcance da iluminação (Nirvana).
Samatha (Atenção Concentrada): O conceito é "acalmar a mente" para alcançar estados profundos de concentração e tranquilidade. É como aquietar as águas de um lago para ver o fundo com clareza.
Vipassana (Atenção Plena/Insight): O conceito é "ver as coisas como realmente são". É uma observação profunda da realidade, percebendo a impermanência de todos os fenômenos (pensamentos, emoções, sensações) para desenvolver sabedoria.
Yoga (União): No contexto dos Vedas e dos Upanishads, a meditação (ou Dhyana) é o sétimo dos oito membros do caminho do Yoga descrito por Patanjali. O conceito é de união.
É o estado de fluxo ininterrupto de concentração em um ponto (seja ele o divino, uma energia ou o "eu" interior).
O objetivo final é o Samadhi, um estado de absorção total onde a distinção entre quem medita, o ato de meditar e o objeto da meditação se dissolve. É a união da consciência individual com a consciência universal.
Meditação como Controle da Energia Vital: Em tradições como o Tantra e certas escolas de esoterismo, a meditação é usada para coordenar e direcionar a energia vital (Prana ou Chi) através dos canais energéticos do corpo (nadis ou meridianos) e dos chakras (centros de energia). O objetivo é o equilíbrio energético e a expansão da consciência.
Meditação como Acesso a Estados Alterados de Consciência: Nesta visão, a meditação é uma ferramenta para transcender a realidade cotidiana e acessar outros planos (dimensões) de existência, reinos interiores ou conectar-se com guias espirituais.
Cristianismo (Orações Contemplativas): Embora não use a palavra "meditação" no sentido oriental, o cristianismo tem uma rica tradição contemplativa. Conceitos como a Oração de Recolhimento ou a Oração do Coração (no monasticismo) envolvem aquietar a mente e o corpo para sentir a presença de Deus e experimentar a união com o divino através do amor e da graça. É um conceito de comunhão íntima com o sagrado.
Expansão da consciência e/ou estados alterados de consciência, segundo a holosíntes, sáo, na verdade, ligações entre estados de consciência.
"Meditação como Ligação entre Estados de Consciência", mas o que é a consciência?
Eis um conceito genérico do que é a consciência segundo a holosíntese:
Na perspectiva da holosíntese, a meditação transcende a ideia de uma simples técnica de aprimoramento, relaxamento ou foco. Ela é vista como um processo dinâmico e estrutural de ligação, alinhamento, sincronização e integração entre os diferentes níveis e graus de consciência existentes no ser humano. O próprio termo "meditar" é reinterpretado: "medio estar" – "estar no meio".
O ser humano é compreendido como um ser integral e multidimensional, com 3 corpos concretos e relativos já
indevidualizados (físico, emocional, mental), 3 componentes absolutos e abstratos (concetual, comum, uno) e
1, o intuicional (búdico), que estabelece a ligação entre o absoluto e o relativo. Esta 'escala' de 7
subdivide-se em oitavas...
Cada um dos seus corpos concretos funciona com 7 principais núcleos coordenadores (dos chacras, nadis e órgãos) com os seus correspondentes graus de consciência, cada um operando em 3 níveis.
Nível de Consciência Corporal (personalidade: físico, emocional, mental): O nível estruturado e orgânico capaz de percecionar, coordenar e atuar no mundo das formas, das aparências (toda a forma é uma aparência, gerada, mantida e modificada pelo movimento estruturador, das energias).
Nível de Consciência Anímico: O 'meio' dinâmico. Perceciona e coordena o movimento, ordena as energias, com as quais pode estruturar, manter e transmutar os corpos segundo os seus arquétipos. É o princípio que conecta e integra.
Nível de Consciência Espiritual: Nível de vivência da monada. Perceciona e vivifica a essência pura, emana o movimento gerando energia, mantém a coesão nos seres, compreende e sente a unidade da vida. Neste nível, tudo é espírito, em diversos 'modos' de manifestação.
| Núcleo/Chacra |
Relacionado |
Função Principal | Localização |
Manifesta |
|---|---|---|---|---|
| Básico | Físico | Sobrevivência, segurança, estabilidade, instintos | Base da coluna | Apetite |
| Sacro | Emocional | Processamento emocional, motivação, ligação, sexualidade | Região pubiana | Desejo |
| Solar | Mental | Análise, pensamento, estruturação, linguagem, realização pessoal | Plexo solar abdómen |
Querer |
| Cardíaco | Intuicional | Perceção direta, insight, leitura de padrões, empatia, compaixão | Centro do peito | Intenção |
| Larígeo | Concetual | Criação de significado, princípios, propósito | Garganta | Desígnio |
| Frontal | Comum | Coordenação integrada dos corpos como sistema único, sabedoria | Entre as sobrancelhas | Determinação |
| Coronário | Uno | Unidade, identidade essencial, consciência pura, transcendência | Topo da cabeça | Vontade |
Enquanto humanos, estamos a desenvolver principalmente o mental, portanto centralizados no núcleo coordenador do solar.
Se já tivésse-mos os 7 corpos/veículos (físico, emocional, mental, intuicional, concetual, comum e uno) devidamente estruturados, utilizaríamos 21 (3 x 7) estados de consciência. Como provavelmente ainda só temos os 3 ou 4 primeiros já individualizados, funcionamos com 9 ou 12 estados de consciência principais.
(podemos também considerar os sub-estados de consciência para cada um dos 7 corpos, e os sub-sub-estados de consciência para cada subplano desses corpos, os 21+0=22 arcanos maiores do tarot, referem-se provavelmente aos 21 estados de consciência dum subplano da mente racional lógica, que é o que tem estado em desenvolvimento)...
O ego, o nível de consciência ligado à personalidade (aparência do conjunto dos corpos), coordena algumas funções do ser e suas relações com o exterior.
Por isso quando (nós enquanto ego) pretendemos entrar em meditação voltamos a atenção para o interior de nós mesmos.
Quando atingimos o alinhamento, os diversos componentes do ser, que somos, entram em sintonia e sincronicidade e o fluxo da vida percorre-nos transmitindo o amor com sabedoria, atuando inteligentemente onde, quando e como convém, com o poder que é inerente à vontade una.
O ego é o estado de consciência ligado à personalidade (o 'exterior' dos corpos físico, emocional e mental). Ele coordena as funções do ser no dia a dia e a sua relação com o mundo exterior.
(no nível anímico) para estabelecer ativamente as ligações entre o corpo (abaixo) e o espírito (acima). É criar uma ponte de comunicação consciente e fluxo energético entre a personalidade e a monada ('campo' de consciência e vivência do espírito).
Quando o ego decide meditar, ele procua voltar a atenção para o interior. O seu objetivo é aquietar-se e relaxar para permitir que a alma assuma a coordenação dos seus circuitos, possibilitando o alinhamento e a sincronização da integridade do ser.
Os diversos componentes do ser, nomeadamente os núcleos de consciência e respetivos chacras entram em sintonia e sincronicidade.
O "fluxo da vida" (energia, consciência) percorre mais facilmente todo o sistema.
A alma (nível anímico) passa a coordenar, em harmonia com o ego, as funções da personalidade.
O resultado é a transmissão de amor com sabedoria, atuando de forma inteligente e com o poder da vontade una.
Uma distinção crucial neste conceito é que as técnicas são apenas métodos preparatórios, e não a meditação em si. Técnicas como concentração, respiração ou visualizações são válidas e quase imprescindíveis para iniciantes. No entanto, à medida que o ser evolui, estas técnicas podem tornar-se secundárias, dando lugar ao estado meditativo genuíno e quase espotâneo.
Meditação Passiva (Recetiva): O ego fica em silêncio e quietude, relaxachando (sentado, deitado ou mesmo em pé). Não força nem sequer observa os pensamentos, simplesmente permite que eles fluam, sem julgamento, "entregando" o controle à alma. A intenção é rececionar intuição, inspiração e permitir que a alma coordene as circulações energéticas, promovendo regeneração, saúde e desenvolvimento de potencialidades. É passiva para o ego, mas ativa para a alma.
Meditação Ativa (Serviço): Quando a ligação com a alma está estabelecida, a meditação pode expressar-se em ação. A posição em pé torna-se favorável, pois permite um fluxo vertical de energias (recebidas do alto) que podem ser dirigidas horizontalmente para o mundo, através das mãos e/ou visualizações e/ou sons (mantras). A alma envia energias carregadas de informações para onde são mais necessárias, participando no "serviço à humanidade e aos demais seres". O ego recebe inspiração para participar conscientemente nesse serviço.
Meditação em Grupo e Egrégora: Meditar em grupo amplifica o processo. A união de intenções e a sintonia entre os membros facilitam a ligação com os níveis superiores. As energias movimentadas são maiores que a soma das partes. Com a prática regular, o grupo pode gerar uma "alma grupal" ou egrégora – um campo energético e de consciência coletivo. Quando esta egrégora está ligada à hierarquia espiritual, torna-se um poderoso instrumento de serviço para a evolução dos seres.
Meditação Guiada: O coordenador, idealmente não deve apenas guiar com base em conhecimento intelectual, mas sim estar ele próprio em estado meditativo. Em ligação com a sua alma e com a hierarquia espiritual, ele recebe inspiração/intuição para que a sua orientação esteja em harmonia com o "plano evolutivo" e a ordem cósmica. A coordenação pode ser rotativa para estimular o desenvolvimento de todos.
Em suma, na Holosíntese, a meditação é a ciência e a arte de integrar conscientemente todos os níveis do ser. É um processo de desenvolvimento que vai do relaxamento físico ao serviço planetário, passando pelo alinhamento energético e pela expansão da consciência, com o objetivo final de que o indivíduo se torne um canal lúcido e atuante da vontade una, do amor e da sabedoria no mundo.
| Chakra | Localização | Consciência central | Função essencial |
|---|
| Perspectiva | Conceito Central da Meditação | Objetivo Principal |
|---|---|---|
| Científica | Exercício mental / Ferramenta de foco | Reduzir estresse, melhorar concentração e saúde. |
| Budista | Cultivo da mente / Despertar | Libertar-se do sofrimento, ver a realidade como ela é. |
| Hindu/Yoga | Estado de união (Dhyana) / Fluxo | Unir a consciência individual à universal (Samadhi). |
| Taoísta | Não-ação (Wu Wei) / Esvaziamento | Alinhar-se com o fluxo natural e harmonioso do Tao. |
| Cristã | Oração contemplativa / Recolhimento | Unir-se a Deus, sentir a presença divina. |
| Holosíntese | Alinhamento de níveis / Engenharia da consciência | Integrar corpo, alma e espírito para servir o todo. |
A pergunta "o que é meditação?" pode ter respostas muito diferentes, dependendo da lente
através da qual se olha.
Todas elas, porém, compartilham a ideia central de um treinamento intencional da mente para alcançar um estado diferente de consciência e bem-estar.
O ser integral, que somos, comporta 3 níveis de consciência (corporal, anímico e espiritual). Em cada um dos corpos que já temos estruturado funciona um grau de consciência. Se já tivésse-mos os 7 corpos (físico, emocional, mental, intuicional, concetual, comum e uno) devidamente estruturados, utilizaríamos 21 (3 x 7) estados de consciência. Como provavelmente ainda só temos os 3 ou 4 primeiros já individualizados, funcionamos com 9 ou 12 estados de consciência principais (podemos também considerar os sub-estados de consciência para cada um dos 7 corpos, e os sub-sub-estados de consciência para cada subplano desses corpos, os 21+0=22 arcanos maiores do tarot, referem-se provavelmente aos 21 estados de consciência dum subplano da mente racional lógica, que é o que tem estado em desenvolvimento)...
O ego, o nível de consciência ligado à personalidade (aparência do conjunto dos corpos), coordena algumas funções do ser e suas relações com o exterior.
Por isso quando (nós enquanto ego) pretendemos entrar em meditação voltamos a atenção para o interior de nós mesmos.
Quando atingimos o alinhamento, os diversos componentes do ser, que somos, entram em sintonia e sincronicidade e o fluxo da vida percorre-nos transmitindo o amor com sabedoria, atuando inteligentemente onde, quando e como convém, com o poder que é inerente à vontade una.
Várias são as técnicas utilizadas para atingir, ou tentar atingir, este estado de alinhamento e medita-ção, mas convém não confundir os métodos com a real assunção da meditação!
Certamente que muitas dessas técnicas são bastante válidas, e quase imprescindíveis para quem está a iniciar este percurso.
Mas, à medida que o humano vai evoluindo do mental racional lógico emotivo para o mental racional lógico exato ou para o mental racional lógico intuitivo, algumas das antigas técnicas vão ficando desatualizadas.
Contemplação, meditação, concentração, oração, silêncio, prece, reza, invocação, evocação; mais do que meras palavras, são conceitos que convém compreender e definir...
Cada uma está relacionada com determinados métodos e é mais ou menos apropriada para determinados grupos de seres que estão passando pela correspondente etapa involutiva-evolutiva…
Quando o ser se disponibiliza a funcionar com a hierarquia ‘espiritual’, tanto a interna como a externa, e a cooperar no serviço à humanidade e aos demais seres, e entra em real estado de meditação, em que o nível de consciência anímica, em harmonia com o ego, passa a, mais facilmente, coordenar várias funções da personalidade, nomeadamente movimentos físicos, a posição em pé pode tornar-se a mais favorável ao fluxo e refluxo das energias coordenadas pela alma, rececionando, principalmente, energias verticais, que poderão ser também enviadas na horizontal, nomeadamente através das mãos, de visualizações e sons.
A potência, sabedoria e amor anímicos conseguem, inteligentemente enviar essas energias, carregadas com as devidas informações, para onde são mais necessárias e úteis, participando no imenso trabalho hierárquico.
O ego vai recebendo alguma inspiração (por telepatia) e intuição, para participar conscientemente nesse serviço.
Meditação em grupo: meditar em grupo pode tornar-se mais fácil, se nos apoiarmos uns aos outros, e se formos apoiados pela hierarquia espiritual, além disso, as energias movimentadas no grupo são mais do que a soma das energias movimentadas em cada um.
Um grupo em real meditação, quer esta seja guiada por algum dos seus elementos, ou não, amplia a ligação entre o nível de consciência egoico e o nível de consciência anímico ou/e núcleos de consciência superiores e pode ser gerada uma ‘alma grupal’, uma egrégora, se esse grupo se reunir frequentemente, e essa egrégora, quando ligada à hierarquia espiritual, torna-se um precioso meio de serviço para a evolução da humanidade o dos demais seres, dos diversos reinos.
Meditação guiada: na meditação guiada um dos elementos do grupo assume o papel de coordenador, normalmente esse coordenador, ou tem mais ou melhores conhecimentos, ou consegue estabelecer melhor e mais consciente ligação com a hierarquia espiritual, ou é mais intuitivo, ou é nomeado pelo grupo.
Nalguns grupos a coordenação também pode ser rotativa, para estimular o desenvolvimento de quem estiver a coordenar.
Na maioria das “meditações guiadas” efetuadas por alguns grupos e nas que estão disponíveis na internet, a orientação é baseada em conhecimentos, mais ou menos corretos, e a maioria delas são bastante úteis, mas serão realmente meditações?
Numa autêntica meditação, pelo menos quem a está a coordenar, deve estar em estado meditativo, em ligação com a sua alma, núcleos superiores de consciência e hierarquia espiritual, para receber inspiração e/ou intuição, de modo a que a sua coordenação esteja em harmonia com o ‘plano evolutivo’, participando na ordem cósmica.
Como preparação para a meditação podem efetuar-se algumas respirações integrais e depois deixar que a respiração se torne mais automática.
Há meditações mais ativas, e há meditações mais passivas.
Tanto na meditação ativa, como na passiva, convém manter a intenção de estabelecer a ligação com o nível de consciência anímico, ou com um núcleo de consciência superior.
Na meditação passiva o ser deve ficar em silêncio e quietude para melhor rececionar as intuições, inspirações e informações que lhe vêm dos seus níveis de consciência anímico e espiritual, dos seus núcleos de consciência superiores, ou/e da hierarquia espiritual.
Para este tipo de meditação é preferível ficar sentado e bem descontraído, ou deitado e relaxado.
Quanto mais o ego se descontrair e relaxar o sistema nervoso que está sob o seu controle, acalmar as emoções e ‘silenciar’ os pensamentos (sem forçar a sua paragem, nem sequer observá-los, simplesmente deixa-los fluir, sem julgamento), e tiver a intenção de entregar esses controlos ao nível de consciência anímico, mais a alma pode coordenar as circulações energéticas nesses circuitos. E, con-soante o karma do ser e do ‘ambiente’ envolvente, melhorar a saúde, regenerar o sistema, desenvolver potencialidades e ativar funções…
A meditação passiva é relativamente passiva para o ego, mas para a alma pode ser bem ativa, com bastante serviço para o desenvolvimento dos seres, transmitindo amor e promovendo maior harmonia e paz nos relacionamentos, pode ser também efetuado…
Grande parte das técnicas, para meditação, procuram colocar o corpo físico em quietude, deitado, em pé, e,
geralmente, sentado.
É considerado importante manter a coluna direita para que as energias fluam mais facimente pelo canal no centro
de espinal medula (nadi sushumna) e pelos dois canais laterais (nadis ida e pingala).
Estas técnicas são baseadas em conhecimentos ancestrais, e têm a sua razão de ser.
A posição deitada possibilita o maior relaxamento e quietude corporal.
A posição em pé facilita um maior fluxo e refluxo das energias vitais verticais.
A posição sentada possibilita também relaxamento e fluxo e refluxo das energias vitais verticais, e quando com
as pernas cruzadas e as mãos juntas, ou sobre os joelhos, fecham um pouco mais o circuito, mantendo as energias
no corpo, isolando-o das energias horizontais (um pouco caóticas, devido aos pensamentos e emoções desarmoniosas
da população).
Também são utilizadas técnicas de meditação dinâmica, como no holomove e na holodance, em que os movimentos corporais, que podem ser, ou não, acompanhados com música, servem para descongestionar o corpo, adquirir mais flexibilidade, descondicionar, libertar o emocional, relaxar o mental e estimular a intuição.
Também é dada grande importância à respiração, pois que a respiração pode ser coordenada tanto
pelo sistema nervoso somático (voluntário) como pelo sistema nervoso autónomo (involuntário).
Normalmente damos pouca atenção à respiração e ela é controlada pelo sistema nervoso autónomo, podendo ficar
mais rápida e/ou ampla quando corremos ou estamos excitados, e isso influencia todo o ser.
Quando controlamos a respiração, por exemplo, tornando-a mais ampla e lenta, podemos influenciar várias
funções orgânicas, emoções, pensamentos e intuições.
É também por estas características de interinfluência da respiração que lhe é dada tanta importância em práticas
meditativas, exercícios de yoga e trabalhos espirituais.
É também pela respiração que o oxigénio, vários nutrientes e energias vitais (prana ou chi) são levados aos pulmões, ao sangue e às células de todo o corpo.
Para haver uma boa respiração convém que os pulmões se encham com uma boa quantidade de ar.
Uma boa respiração possibilita que o sangue leve o oxigénio e outros nutrientes a todas as células do organismo, e que o que já não convém que fique, seja expelido, e todos os órgãos e todo o organismo beneficia disso, facultando ao ser uma vida com mais e melhor saúde e vitalidade.
A respiração completa consiste, primeiro, em expandir o abdómen (o diafragma baixa e faz também uma ligeira massagem nos órgãos da barriga), depois expandir o peito e de seguida erguer os ombros para encher a parte superior dos pulmões, que raramente é utilizada; sustem-se a respiração por algum tempo; em seguida esvaziam-se completamente os pulmões, em ordem inversa, começando por cima; sustem-se a respiração por algum tempo; e efetuam-se mais algumas respirações.
A respiração integral além da parte mecânica, física, descrita acima, acrescenta-lhe
atitude emocional, conhecimento mental e intenção consciencial.
A respiração integral é a respiração do ser integral, com todos os seus corpos, alma e espírito.
Quando a alma assume a coordenação da respiração e o ego aceita essa coordenação, a respiração pode passar a ficar em sincronia com o fluxo e refluxo das energias, internas e externas, coordenadas pela alma e dirigidas pelo espírito, e tudo pode ser potencializado.
Esta 'meditação' pode acontecer espontaneamente ou ser estimulada pela intenção, nomeadamente através duma respiração mais consciente.
Como há ar de melhor qualidade, nos bosques, florestas, montanhas, oceanos e praias, e podemos aproveitá-lo
efetuando algumas respirações integrais, quando estivermos nesses locais.
Também, ao expirarmos, expelimos algumas substâncias (físicas, emocionais, mentais) que convém retirar do
organismo, mas que podem ser úteis para outros organismos de outros reinos da natureza, e podemos, ao
expeli-las, colocar essa intenção, de que sejam dirigidas para onde sejam úteis.
Os yogues têm uma forma favorita de respirar, que praticam quando sentem a necessidade de ventilar e arejar ou limpar os pulmões, terminando muitos dos outros seus exercícios respiratórios com esta respiração. Esta Respiração Purificadora ventila e limpa os pulmões, estimula as células, tonifica os órgãos respiratórios e contribui para manter um bom estado geral de saúde.
Notar-se-á que tal respiração é muito restauradora quando se está cansado.
Como este exercício é empregado ao terminar muitos outros, deve ser praticado até poder executá-lo com
naturalidade e perfeição.
Tudo o que entra no organismo precisa de ficar em harmonia com esse organismo, principalmente se ficar a participar nele durante algum tempo, e tudo o que sai do organismo, que saia com amor, para que se harmonize com o ‘ambiente’ em que vai participar.
Além dos estados sólidos, líquidos e gasosos há substâncias em estados mais subtis, que entram, percorrem e saem dos organismos trocamdo com eles informação, constituindo isso, também, uma preciosa ‘alimentação’.
Com a devida atenção é possível percecionar alguns desses fluxos e refluxos e qualificá-los com a intenção.
Cada substância, cada partícula, cada energia, contém informação e vibra de acordo com essa informação, a vibração provoca ondas ao interagir com outras ‘partículas’ que se encontram no espaço envolvente, e essas ondas propagam-se e transmitem determinados tipos de informação, relacionados com as suas frequências, amplitudes e comprimentos de onda, essa informação é rececionada por alguns núcleos de consciência de diversos seres, e, se estiver em harmonia com a integridade desses seres, pode ser absorvida e incorporada nos seus sistemas.
As auras, os campos energéticos que envolvem e interpenetram os corpos, (físicas-etéricas, emocionais, mentais, intuicionais, ...) dos seres também podem funcionar como filtros, tanto para a entrada, como para a saída, de diversos tipos de substâncias, energias e essências, de informação, de consciência, de vida.
Há técnicas “meditativas” para melhorar as auras, algumas utilizam a “visualização criativa”, colorindo-a com cores vivas, luminosas e bem definidas, que podem ir do vermelho ao violeta, do branco ao cristalino, e ‘selada’ com um brilhante dourado.
A “visualização criativa” também é bastante usada, na “meditação”, e para várias finalidades.
Algo, para ser construido, tem que primeiro ser concebido e projetado através dalgum tipo de visualização.
Essas visualizações podem ser voluntárias ou ‘despoletadas’ por: necessidades (físicas), desejos (emocionais), quereres (mentais) ou intenções (intuicionais), e isso determina o porquê, o para, o como e onde, essas visualizações vão ser processadas.
Exemplificando: O engenheiro ou o arquiteto, primeiro têm uma ideia geral, abstrata, do que é para ser construído, depois vão visualizando o projeto, cada vez com mais detalhes, fazem alguns esboços para conseguirem ver melhor o que estão visualizando, são executados desenhos mais precisos e detalhados, e vão-se acrescentando pormenores até que os desenhos do projeto fiquem completos.
Entretanto, durante todo esse processo, é necessário confirmar: se o local para execução da obra é adequado, se existem os materiais necessários, em quantidade e qualidade, se há profissionais competentes, se há recursos financeiros e se o projeto cumpre as diversas normas legais.
Se todos os requisitos estiverem cumpridos, então pode avançar-se para a concretização da obra.
O projeto levou algum tempo e recursos, mas a execução da obra vai levar muito mais.
Quanto maior e mais complexo for o que se pretende, mais dedicação e trabalho são necessários para o projetar e mais recursos e tempo para se concretizar.
Como a maioria da humanidade, na superfície deste planeta, ainda está numa fase bastante egocêntrica, a maioria das técnicas de visualização criativa, ensinadas, refletem isso e são fundamentadas nas necessidades, desejos e quereres egóicos. Mas, mesmo assim, ao funcionar com a mente abstrata, vai-a desenvolvendo, e como ela é a mais elevada, pode receber intuições de núcleos de consciência superiores, mais abrangentes e harmoniosos.
Visualizar criativamente é ir vendo o que se vai projetando, é imaginar, é criar ‘imagens’ (pode ser também: energia ou algo em movimento, cores, formas abstratas ou geométricas, símbolos, sons, musica, ambientes, situações, acontecimentos, comunicações, etc.), é emitir energia e agregar substância, principalmente mental, para ‘construir’ algo, e vai-se visualizando, corrigindo e aperfeiçoando, criando ‘imagens’, cada vez melhores, mais definidas, mais exatas, mais pormenorizadas.
Fantasiar é como que sonhar acordado, em que as ‘imagens’ se sucedem umas às outras, com pouca intervenção do observador.
A fantasia tem provavelmente origem nos desejos emocionais, e normalmente, pouca capacidade de concretização.
A imaginação, é mentalmente coordenada, podendo assim ser confrontada com a ‘realidade’ (verificando as várias etapas necessárias para a concretização dum projeto), ajustada e melhorada.
Nas ‘meditações’ que utilizam a “visualização criativa”, quer individuais, quer grupais, costumam-se visualizar energias coloridas, brilhantes, com ou sem forma, a penetrar todo o corpo, ou nos chacras, etc. Também se costuma estabelecer uma maior ligação à terra, enraizando, visualizando a ligação ao centro da terra, e também a ligação ao ‘céu’, visualizando uma luz ascendente e/ou descendente. Envolver e penetrar o planeta com luz amorosa, etc.
Estas ‘meditações’ apesar de valiosas, ainda são um bocado abstratas, mas as energias postas em movimento podem ser captadas e direcionadas pelas hierarquias, podendo levar a uma maior con-cretização de objetivos, principalmente se o meditador, ou o coordenador estiver em estado de real meditação.
A conceção criativa além de imagens também pode utilizar sons, movimentos, cores, símbolos, fluxos energéticos, concentrações, expansões, ativações, ligações, relacionamentos, etc.
Estas, e possivelmente outras técnicas, como a de colocar-se em silêncio e quietude, deixando fluir livremente a respiração e os pensamentos, ficando simplesmente a observar, sem se identificar com eles, podem ser bastante boas e úteis, mas ainda não são meditação.
Tal como vários outros conceitos, a meditação é definida e praticada de forma variada por diferentes meditadores.
E os diversos métodos de meditação estão relacionados com os correspondentes conceitos.
Meditar é médio estar, é estar no meio, é ‘estar’, estabelecer as ligações, entre o nível de consciência corporal (que perceciona, coordena e atua na aparência formal) e o nível de consciência espiritual (que perceciona, coordena e atua na essência pura), é, portanto, ‘estar’ no nível de consciência anímica (que perceciona, coordena e atua na energia em movimento).
O ser integral, que somos, comporta 3 níveis de consciência (corporal, anímico e espiritual). Em cada um dos corpos que já temos estruturado funciona um grau de consciência. Se já tivésse-mos os 7 corpos (físico, emocional, mental, intuicional, concetual, comum e uno) devidamente estruturados, utilizaríamos 21 (3 x 7) estados de consciência. Como provavelmente ainda só temos os 3 ou 4 primeiros já individualizados, funcionamos com 9 ou 12 estados de consciência principais (podemos também considerar os sub-estados de consciência para cada um dos 7 corpos, e os sub-sub-estados de consciência para cada subplano desses corpos, os 21+0=22 arcanos maiores do tarot, referem-se provavelmente aos 21 estados de consciência dum subplano da mente racional lógica, que é o que tem estado em desenvolvimento)...
O ego, o nível de consciência ligado à personalidade (aparência do conjunto dos corpos), coordena algumas funções do ser e suas relações com o exterior.
Por isso quando (nós enquanto ego) pretendemos entrar em meditação voltamos a atenção para o interior de nós mesmos.
Quando atingimos o alinhamento, os diversos componentes do ser, que somos, entram em sintonia e sincronicidade e o fluxo da vida percorre-nos transmitindo o amor com sabedoria, atuando inteligentemente onde, quando e como convém, com o poder que é inerente à vontade una.
Várias são as técnicas utilizadas para atingir, ou tentar atingir, este estado de alinhamento e medita-ção, mas convém não confundir os métodos com a real assunção da meditação!
Certamente que muitas dessas técnicas são bastante válidas, e quase imprescindíveis para quem está a iniciar este percurso.
Mas, à medida que o humano vai evoluindo do mental racional lógico emotivo para o mental racio-nal lógico exato ou para o mental racional lógico intuitivo, algumas das antigas técnicas vão ficando desatualizadas.
Contemplação, meditação, concentração, oração, silêncio, prece, reza, invocação, evocação; mais do que meras palavras, são conceitos que convém compreender e definir...
Cada uma está relacionada com determinados métodos e é mais ou menos apropriada para deter-minados grupos de seres que estão passando pela correspondente etapa involutiva-evolutiva…
Quando o ser se disponibiliza a funcionar com a hierarquia ‘espiritual’, tanto a interna como a externa, e a cooperar no serviço à humanidade e aos demais seres, e entra em real estado de medi-tação, em que o nível de consciência anímica, em harmonia com o ego, passa a, mais facilmente, coordenar várias funções da personalidade, nomeadamente movimentos físicos, a posição em pé pode tornar-se a mais favorável ao fluxo e refluxo das energias coordenadas pela alma, rececio-nando, principalmente, energias verticais, que poderão ser também enviadas na horizontal, nomea-damente através das mãos, de visualizações e sons.
A potência, sabedoria e amor anímicos conseguem, inteligentemente enviar essas energias, carre-gadas com as devidas informações, para onde são mais necessárias e úteis, participando no imenso trabalho hierárquico.
O ego vai recebendo alguma inspiração (por telepatia) e intuição, para participar conscientemente nesse serviço.
Meditação em grupo: meditar em grupo pode tornar-se mais fácil, se nos apoiarmos uns aos outros, e se formos apoiados pela hierarquia espiritual, além disso, as energias movimentadas no grupo são mais do que a soma das energias movimentadas em cada um.
Um grupo em real meditação, quer esta seja guiada por algum dos seus elementos, ou não, amplia a ligação entre o nível de consciência egoico e o nível de consciência anímico ou/e núcleos de cons-ciência superiores e pode ser gerada uma ‘alma grupal’, uma egrégora, se esse grupo se reunir fre-quentemente, e essa egrégora, quando ligada à hierarquia espiritual, torna-se um precioso meio de serviço para a evolução da humanidade o dos demais seres, dos diversos reinos.
Meditação guiada: na meditação guiada um dos elementos do grupo assume o papel de coordenador, normalmente esse coordenador, ou tem mais ou melhores conhecimentos, ou consegue estabelecer melhor e mais consciente ligação com a hierarquia espiritual, ou é mais intuitivo, ou é nomeado pelo grupo.
Nalguns grupos a coordenação também pode ser rotativa, para estimular o desenvolvimento de quem estiver a coordenar.
Na maioria das “meditações guiadas” efetuadas por alguns grupos e nas que estão disponíveis na internet, a orientação é baseada em conhecimentos, mais ou menos corretos, e a maioria delas são bastante úteis, mas serão realmente meditações?
Numa autêntica meditação, pelo menos quem a está a coordenar, deve estar em estado meditativo, em ligação com a sua alma, núcleos superiores de consciência e hierarquia espiritual, para receber inspiração e/ou intuição, de modo a que a sua coordenação esteja em harmonia com o ‘plano evolutivo’, participando na ordem cósmica.
Como preparação para a meditação podem efetuar-se algumas respirações integrais e depois deixar que a respiração se torne mais automática.
Há meditações mais ativas, e há meditações mais passivas.
Tanto na meditação ativa,como na passiva, convém manter a intenção de estabelecer a ligação com o nível de consciência anímico, ou com um núcleo de consciência superior.
Na meditação passiva o ser deve ficar em silêncio e quietude para melhor rececionar as intuições, inspirações e informações que lhe vêm dos seus níveis de consciência anímico e espiritual, dos seus núcleos de consciência superiores, ou/e da hierarquia espiritual.
Para este tipo de meditação é preferível ficar sentado e bem descontraído, ou deitado e relaxado.
Quanto mais o ego se descontrair e relaxar o sistema nervoso que está sob o seu controle, acalmar as emoções e ‘silenciar’ os pensamentos, e tiver a intenção de entregar esses controlos ao nível de consciência anímico, mais a alma pode coordenar as circulações energéticas nesses circuitos. E, con-soante o karma do ser e do ‘ambiente’ envolvente, melhorar-lha a saúde, regenerar o sistema, desenvolver-lhe potencialidades e ativar-lhe funções…
A meditação passiva é relativamente passiva para o ego, mas para a alma pode ser bem ativa, e bas-tante serviço para o desenvolvimento dos seres, transmitindo amor e promovendo maior harmonia e paz nos relacionamentos, pode ser também efetuado…