Há que ir para além das palavras, das designações,
das crenças e ver-nos lado a lado, salientando
pontos em comum. Há que deixar de ‘estranhar’,
julgar, comparar e passar a articular, conjugar,
integrar, dialogar.
O AMOR INCLUI! Neste sentido este texto inicial
foi construído com palavras retiradas dos
objetivos e missões de cada um dos diferentes
grupos presentes na Conferência (R) Evolucionar
Portugal de março último.
Acreditamos que os diversos grupos surgiram
da vontade de mudança. Como descreve o Movimento
Manifesto «para todo o lado que ‘olhamos’
– um olhar com todos os sentidos – vemos,
melhor dizendo, sentimos que ‘algo tem de
ser feito’. Há uma sensação no ar que ‘não
estamos bem’, que vamos ter que ‘fazer qualquer
coisa’, que a ‘coisa mudou’. E, citando o
Movimento Gerações «preocupa-nos sobretudo
a apatia que se tem vindo a alastrar na nossa
sociedade (…) É preciso que as pessoas tomem
a consciência que são elas que têm que fazer
algo para mudar a sociedade.».
Tornamos de todos nós as palavras do Movimento
Manifesto, “procuremos o que motiva cada
Homem e os faz querer estar juntos, querer
empreender juntos nas novas fronteiras da
Humanidade. (…) O movimento quer intervir.
Intervir, unindo, integrando saberes e pessoas.».
Falamos de Intervenção cívica, económica,
artística, científica, filosófica, espiritual,
multidisciplinar. E que, nessa intervenção
haja vontade, conhecimento e mesmo paixão.
Nas palavras da associação OUSEM, referindo-se
à sua missão «OUSA sonhar… OUSA ser diferente…
OUSA viver! (…) potenciar os jovens (e a
todos e a cada um de nós), para serem ativos
na sua comunidade e sociedade, através da
exploração das suas capacidades artísticas,
criativas, trabalho de equipa, liderança,
etc.».
Há que reconhecer, como afirma o Movimento
Zeitgeist, «que questões como a pobreza,
a corrupção, o colapso das instituições,
os sem-abrigo, a guerra, a fome e outras
são "sintomas", consequências de
uma estrutura social ultrapassada.»
E, recorrendo agora a palavras expressas
pelo Movimento Despertar Portugal, torna-se
pois necessário «contribuir para a criação
de uma nova Estrutura Social que conjugue
a Vida Espiritual com a Vida Material.»;
e em que, como se defende no modelo socioeconómico
proposto pelo Movimento PROUTugal, «a motivação
para a atividade económica seja atender às
necessidades humanas, acelerar o desenvolvimento
dos seres humanos, com o intuito de utilizar
progressivamente o potencial dos diferentes
recursos, serviços e ideias.».
Muito se vem fazendo. Boas práticas existem,
de norte a sul do país, desde a divulgação
à ação no terreno e em diferentes domínios
da realidade como na educação e cidadania,
democracia e participação cívica, sócio economia,
cooperativismo e ambiente. Na educação refira-se
a Escola da Ponte onde, «a intencionalidade
educativa que serve de referencial ao Projecto
se orienta no sentido da formação de pessoas
e cidadãos cada vez mais cultos, autónomos,
responsáveis e solidários e democraticamente
comprometidos na construção de um destino
coletivo.»; ou A HARPA- Associação Recriar
Para Aprender, «um espaço educativo e autoeducativo
que se fundamenta numa visão integradora
do ser humano nas suas vertentes física,
afetiva e espiritual.».
Na implementação de Projectos dirigidos para
a sustentabilidade salientamos todas as Iniciativas
de Transição Nacional, que realizam, por
exemplo, hortas comunitárias, mercados biológicos,
conferências sobre temas como transição,
permacultura, sustentabilidade, energia…
e que pretendem ter a missão de «facilitar
a concretização de uma economia e cultura
pós-carbono.»
A nível de comunidades e do “retorno à terra”
refira-se:
- Tamera, onde se faz «um apelo para a ligação
primordial às nossas origens, à natureza,
à vida comunitária e ao empenho pela paz
mundial.».
- Aldeia das Amoreiras Sustentável onde se
constroem «cenários alternativos de desenvolvimento
com apoio de estudos técnicos de Engenharia
Ambiental, Economia Ecológica e Permacultura
(...) aborda a problemática ecológica através
de uma crítica ao modelo social e económico
que explora e prejudica o planeta, a sociedade
e as gerações futuras (…), procura construir
alternativas positivas para um mundo ecologicamente
sustentável e socialmente justo.».
- Cooperativa Biovilla, e citamos «um Projecto
único de empreendedorismo tendo por base
os princípios e pilares da Permacultura (…)
procura ativamente quebrar com os insustentáveis
paradigmas económicos, sociais e ambientais
atuais (…) e elevar a consciência coletiva
rumo a um novo estádio de evolução deste
organismo vivo que é a Humanidade.».
E se dados grupos experienciam, no seu dia-a-dia,
a vida em comunidade, outros oferecem um
trabalho de evolução individual de consciência
como a Associação Awakened Life Project,
e citamos, que «oferece programas de voluntariado,
cursos, eventos e retiros para apoiar a libertação
do espírito humano num contexto de emergência
evolutiva e comunhão com a rede ecológica
da vida.». Referimo-nos, como exemplo prático
de uma nova cultura, o Projecto Vida Grátis
que a nível dos Serviços tem o Banco do Tempo
que visa, entre outros objetivos, «construir
uma cultura de solidariedade e promover o
sentido de comunidade, o encontro de pessoas
que convivem nos mesmos espaços, (…) a particularidade
de utilizar o tempo como moeda de troca.»
E, se evolui cada ser pela expansão da sua
consciência e ação no mundo envolvente, também
as organizações podem e devem ser organismos
aprendentes e evoluir. Assim, o Instituto
da metodologia OST, acredita que o Espaço
Aberto se pode constituir como, e citamos,
«um momento de transformação organizacional
(ou supra-organizacional) podendo produzir
resultados significativos (…) e colaboração
empenhada entre os participantes.».
A Confecoop – Confederação Cooperativa Portuguesa,
que «celebra os valores da solidariedade
e da cooperação (…) Defende uma forma diferente
de organizar o processo económico, sabendo
que o modelo cooperativo é socialmente responsável
e fator de desenvolvimento. (…), na base
dos princípios cooperativos, de igualdade
de poder, de liberdade e de democracia, em
que o capital é apenas instrumento e não
fonte de poder.
Consideramos ser importante dar visibilidade
às boas práticas situem-se elas no nível
micro, meso ou macro; potenciar as parcerias
que já existem e incentivar/propiciar o aparecimento
de novas interações.
Poderíamos ter como um lema: Potenciar o que já existe e Fomentar o aparecimento
do Novo.
Salientamos a Rede Convergir que «pretende
mapear todos os Projectos sustentáveis e inspiradores
para que em rede possamos cooperar, potenciar
as nossas sinergias e contribuir para uma
sociedade equilibrada e uma vida humana em
harmonia com o meio envolvente.
E procura interligar Projectos que nas suas
atividades promovam a reflexão e tomada de
consciência por parte de cada ser humano
do seu papel na sociedade e na natureza,
estimulando uma atitude crítica, construtiva,
ativa e emancipada.».
O que é o Projecto Convergir?
O Projecto Convergir é um Espaço de Convergências.
É o reunir de movimentos/Projectos/redes/pessoas,
que acreditam que um Mundo Melhor é Possível.
São pessoas com uma visão global, um discurso
abrangente e uma voz que integra, com a intenção
de intervir a nível cultural e social, contribuindo
para uma mudança de mentalidades que é forçoso
seja individual e coletiva.
É um convergir de ações para um resultado
comum - manifestação da Consciência do ser
humano.
Sejamos Amor em Ação e, pois que em União
e Ação Convergente, teremos um efeito multiplicador.
Vamos, juntos, cooperar solidariamente em
soluções alternativas e sustentáveis, para
estabelecer a nível nacional respostas coletivas,
consistentes e credíveis ao atual estado
do país.
Passo a passo, caminhamos em direção a um
Mundo Melhor, um Novo Mundo possibilitado
pela mudança em cada um de nós e pela contribuição
de todos.
Estamos e vamos continuar a potenciar o que
já existe e cocriar o novo.
Juntos! Somos já muitos e muito já fazemos,
a cuidar… de nós, de outros, da Vida, do
planeta Terra, do Universo.
A verdade é que tudo está interligado e que
todos somos UM.
Agora em conjunto vamos trabalhar e fazer
o “Como”…