holopraticar

praticar holosíntese é viver a integridade do ser que se é...
é permanecer consciente e atento a todos os aspetos de si mesmo...
é sentir e coordenar a sua diversificada manifestação...
é agir com harmonia, em qualquer lugar, em qualquer momento, em qualquer situação...
é amar..



Para facilitar a prática da holosíntese são promovidos encontros em que se estimula a criação de ambientes onde nos possamos expressar mais livre e amplamente.
Onde a espontaneidade e o improviso façam parte da ordem.
Onde a coordenação principal provenha do íntimo.
Onde o centro toque a periferia.
Onde todos e cada um se encontre cada vez mais e melhor a si mesmo e aos outros.

Nestes encontros procuramos desenvolver os vários aspetos do nosso ser.
Ora focalizando a atenção e a intenção de modo a conseguir uma coordenação rigorosamente exata de determinado fator...
Ora entregando a coordenação aos níveis mais profundos da nossa consciência...
Ora funcionando de modo mais integral, em que os vários níveis e estados de consciência se comunicam e combinam...

Para a evolução espiritual são promovidos a contemplação, meditação, concentração, oração, silêncio, prece, reza, invocação, evocação, para melhor vivenciarmos a unidade, o amor e a atividade.

Para a expansão anímica são proporcionados ambientes de ampla comunicação, são convívio, cultura, estudo e divulgação.

Para o crescimento corporal são promovidos diversificadas atividades nas quais se procura uma interligação e empenhamento de todos os aspetos da personalidade humana (físico, emocional, mental, intuitivo, ...).

São utilizados diversificados métodos, alguns já relativamente conhecidos, e devidamente adaptados, outros inteiramente novos, que surgem espontaneamente em harmonia com o momento e com os participantes.

Recolhendo o melhor do que nos foi transmitido ao longo do nosso percurso, vamos sintetizá-lo em conhecimentos e práticas adaptadas ao nosso presente-futuro estado de desenvolvimento...

Como pretendemos que a vida, o fluxo energético, percorra todos os circuitos do ser, para que haja mais saúde e alegria, e considerando que somos simultaneamente sistemas relativamente fechados, mas também relativamente abertos, que participamos em sistemas maiores e que também contemos sistemas menores, e que todos nos interinfluênciamos, vamos estimular todo o tipo de movimentação, de todos os órgãos, com várias tensões e velocidades, tornando o fluxo vital mais abundante e rico, mas respeitando os provisórios limites, para que com amor e sensibilidade os irmos alargando, desfazendo bloqueios, medos, ilusões...

Libertando as potencialidades da plenitude do ser que somos...


Dançar em harmonia, sentindo e expressando o som, a luz, a cor, a beleza, a plenitude...

A dança é sintética, físico, emocional, mental e intuitivo são conjugados numa atividade comum, por isso vamos utilizá-la como um dos principais métodos para estimular o fluxo da vida, harmonizar os relacionamentos, ampliar a comunicação, expandir a consciência, facilitar a meditação...

Variadas músicas, vocalizações, sons, silêncios, ora gravadas, ora improvisadas, estruturam espaços, sustentam tempos para que a energia dance connosco e nós com ela...
Vibrando, libertando o ser, para que a alma incondicionalmente ame tudo e todos e o espírito viva e expanda a consciência de unidade...


Comunicar a sabedoria...

Sabedoria é a síntese das nossas vivências, é o que compreendemos, é o que conseguimos fazer bem...
Comunicar a sabedoria é doarmo-nos uns aos outros, é aceitarmo-nos mutuamente...
Trocar experiências, partilhar informações, contribuir para o enriquecimento comum, com carinho e respeito...
Diversificados meios de comunicação podem ser usados, a voz, o olhar, o toque, a presença...


Permanecer na inalterância...

A quietude e o silêncio são outros métodos para facilitar a meditação, reencontrarmo-nos a nós mesmos, discernirmos a nossa personalidade, individualidade e identidade, consciencializar a integridade do ser, ser o ser...

Para que os níveis de consciência anímico e espiritual possam mais facilmente coordenar os vários aspetos da personalidade utilizando-os num serviço mais amplo, sábio e amoroso, convém que o nível de consciência egoico permaneça o mais recetivo, tranquilo, confiante e "transparente" que conseguir...

O ego é o nível de consciência em nós que está mais ligado à personalidade (conjunto dos vários corpos), às aparências formais e aos relacionamentos com o exterior.
O ego é o nível de consciência com que mais nos identificamos e através do qual coordenamos uma série de funções (físicas, emocionais, mentais, ...).
Mas há uma outra série de funções, nos vários corpos, que não são coordenadas pelo ego, mas que certamente são coordenadas por algum nível ou estado de consciência, pois que onde há movimentação ordenada de energia, tem de haver uma consciência que a coordene...
E essa consciência, ou consciências (provavelmente ligadas à "hierarquia angélica") e/ou outros níveis e/ou estados de consciência em nós, coordenam funções internas bem complexas...
Quando dormimos, estas consciências podem atuar mais livremente, regenerando todo o sistema.
Mas geralmente não dormimos completamente, isto é, o ego quase deixa de atuar no físico, mas passa a atuar no emocional ou no mental...

Para possibilitar uma maior e melhor atuação das consciências mais profundas e sábias, principalmente as que mantêm ligações com os arquétipos originais e perfeitos (que estão na base do desenrolar da nossa involução-evolução), convém que o ego fique relaxado e "transparente" em todos os corpos (sem provocar qualquer movimento, mas também sem travar os que provêm dessas consciências superiores), mas permanecendo consciente, vigilante (discernindo o superior, super-consciente, que há de ser acessado no futuro, do inferior, sub-consciente, já vivido no passado e resquícios da sua passagem pelos reinos animal, vegetal e mineral) e confiante (pois que o superior pode controlar o inferior)...


Descontrair e contrair, eis os dois extremos da tensão, que podemos aplicar a qualquer dos nossos corpos... qualquer dos corpos, que conseguimos coordenar, pode ser (i)mobilizado através de um destes métodos, ambos podem ser úteis, dependendo da situação, ora convém utilizar um ou o outro...

O ego coordena o corpo físico principalmente através do sistema nervoso. mas este sistema também tem uma parte autónoma.
É esta parte autónoma que coordena uma série de funções nos órgãos internos.
A respiração é uma das poucas funções que pode ser coordenada tanto pelo subsistema voluntário, como pelo autónomo, por isso lhe é dada tanta importância nos exercícios que preparam a entrada no estado de meditação...
Ao manter uma respiração calma, ampla e profunda, e dirigindo a atenção progressivamente a todas as partes do corpo, verificando o seu estado de tensão/relaxamento, o ego vai ampliando as suas capacidades de perceção e de coordenação da sua manifestação, e paradoxalmente, é precisamente esta maior capacidade de coordenação que lhe permite atingir um mais profundo relaxamento, entrega e aceitação ao estado meditativo...

Quando o emocional está calmo, como um lago de águas profundas, num tempo sem vento, sem pensamentos, torna-se possível observar com mais nitidez as imagens refletidas, aparências da realidade...

No caso da mente, a mente, tal como os outros constituintes do ser, é composta por 3 níveis, forma (memórias - corpo), energia (pensamentos - alma) e essência (intelecto - espírito), a característica da energia (pensamento) é o movimento, essa energia está quase constantemente se deslocando através dos circuitos pre-estabelecidos (memórias) e é pela sua padronizada movimentação que as estruturas se vão mantendo, mas a energia (pensamento) também pode modificar, e modifica, essas estruturas, transformando-as, reordenando-as e integrando-as num conjunto mais amplo e complexo. A pequena mente pessoal (depois de devidamente diferênciada e estruturada) vai-se integrando na mente comum à medida que vai recebendo e assimilando informações que estejam de acordo com o seu padrão ideológico... O intelecto coordena todo este processo, separando o que lhe é útil do que não lhe convém... É por isso que nós comunicamos...

Quando pretendemos (intelecto) encontrar soluções para determinadas questões dirigimos o pensamento para os arquivos da memória e vamos reordenando as ideias (alterando a estrutura mental) de modo a dar resposta a essas questões... quando não conseguimos encontrar dentro do nosso sistema mental as respostas adequadas, dirigimo-nos para o exterior... podendo-nos dirigir a um semelhante... a um superior... ou à mente comum...

Ora, como para ouvir convém estar calado... também para captar os pensamentos externos convém parar a agitação dos internos... e direcionar a atenção para o alvo pretendido...
Para direcionar a atenção podemos utilizar a contração, mobilizando uma potente descarga energética, estimulando todos os componentes da mente... mas depois convém relaxar e assimilar as informações que nos rodeiam... em seguida deve-se raciocinar para compreender as novas ideias...

À medida que a nossa mente se vai tornando mais vasta, o pensar necessita de se tornar mais rápido... embora as palavras sejam muito úteis, a construção de frases exatas é um processo lento... e à medida que a mente se desenvolve, a exatidão vai-se tornando uma exigência, não mais são suportadas mentiras que poderiam provocar o desmoronamento dalgumas das suas estruturas (ideias, ideologias, conceitos...), assim o intelecto começa a pensar por imagens e lança-se na exploração do abstrato... vai além da "atmosfera" e começa a receber os raios das estrelas (da intuição)...