holosíntese

...definir a holosíntese é, de certo modo, limitá-la...
...mas como só conseguimos percecionar algo através dos seus limites...

holosíntese

holosíntese é, como o próprio nome indica, a síntese do todo

o todo que eu sou... o todo que tu és... o todo que nós somos...
a pluralidade do ser... a síntese de nós mesmos...
a integração de todas as partes que nos constituem...
a unidade do ser...

...uno e diverso...
...indivíduo e coletivo...
...absoluto e relativo...
...infinito e finito...
...sou...

Na holosíntese promove-se a gradual consciencialização e atualização de nós mesmos, de todos os nossos aspetos, do modo como nos relacionamos e integramos, numa progressiva síntese holística e harmonizadora, em direção a uma consciência mais abrangente, com corretas ligações e interdependências entre o todo e as partes, e entre o centro e periferia...

Assim, a integridade, que somos, tem de estar presente, pois só com esta integridade, de ser completo (espírito-alma-corpo), é que podemos transmutar alguns aspetos da personalidade e avançar para uma nova etapa de desenvolvimento.

É pela progressiva consciencialização desta integridade que vamos vivendo em maior e melhor harmonia, paz, felicidade e prosperidade...


...quando me considero um corpo...
...ajo como um corpo...

...quando me considero uma alma...
...ajo como uma alma...


...quando me considero um espírito...
...ajo como um espírito...



...quando te considero um espírito...
...recebo-te como um espírito...


...quando te considero uma alma...
...recebo-te como uma alma...


...quando te considero um corpo... 
...recebo-te como um corpo...


...quando eu sou o ser integral...
...e tu és o ser integral...
...o nosso relacionamento é íntegro...


É esta integridade de ser, que eu sou, que tu és, que nós somos, que necessita de ser devidamente consciencializada e vivenciada.

É este processo de auto descoberta, ao encontro de mim, de ti, de nós, como indivíduos e como coletivos, que está aqui sendo proposto.

Está sendo proposto um percurso vivencial individual, que pode ser realizado em qualquer lugar e em qualquer momento, e um percurso complementar coletivo, para ser vivenciado em grupo, em determinado local e com certo tempo.


Já existem alguns ambientes em que, pelo menos em parte, se estimula esta consciencialização e vivência, porém muitos mais se necessitam desenvolver...

É o desenvolvimento de ambientes propícios ao desabrochar de todas as potencialidades do ser integral, que somos, que está sendo proposto.

Nestes ambientes todos os componentes do ser são chamados ao trabalho de auto desenvolvimento, e ao serviço altruístico, numa progressiva consciencialização da unidade da vida e dos viventes.

São propostas uma intenção, uma motivação, um trabalho, em direção a uma vivência que integre todos os níveis do ser, que possibilite a redescoberta do próprio potencial e um melhor modo de ligação ao meio envolvente e aos outros, baseado no amor, na verdade e no respeito mútuo.

São propostos ambientes de cooperação, em que cada um procure dar o seu melhor para que haja um acréscimo do bem comum, estabelecendo corretas relações com tudo e todos.

Vamos trabalhar-brincar com o físico, o emocional, o mental, o intuitivo, ... procurando percecionar e agir com todos em sincronia, de modo a que a expressão de cada gesto veicule uma sensação, um sentimento, um significado, uma intenção...

Este modo de trabalhar em harmonia implica uma disponibilidade do ser para o alinhamento com a intenção profunda, provinda dos seus níveis de consciência anímico e espiritual.

Este amor à obra e esta atenção ao serviço, levam à alegria no trabalho e à edificação do belo e útil.

Vamos dar especial atenção ao movimento, portanto à energia, portanto à alma, pois que é este aspeto mediador do ser que proporciona as transformações e transmutações cíclicas.
Numa fase de estruturação o aspeto forma é o mais importante (poses exatas, emoções definidas, ideias precisas), mas numa fase de transição, em que o foco da consciência necessita de se desapegar das estruturas já realizadas, para iniciar a construção das novas, os aspetos essência (espírito) e energia (alma) são fundamentais, provendo a atenção indispensável a uma aprendizagem contínua...

Vamos aprender a ficar cada vez mais atentos, com uma atenção focalizada, concentrada, uma atenção que por nada é distraída, e com uma outra atenção global, que tudo observa.
Com o desenvolvimento destas atenções a capacidade de coordenação das várias funcionalidades, vai aumentando gradualmente.
E, complementarmente, vamos aprendendo (enquanto ego, personalidade) a relaxar-nos, a desapegarmo-nos, a entregarmo-nos e a integrarmo-nos num nível de consciência mais profundo e amplo, na consciência anímica, para que ela (um aspeto de nós mesmos) nos oriente e coordene.